sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

EM 2012: XX TURMA - 37 ANOS!


Caríssimos companheiros da XX Turma:

De início, queremos compartilhar com todos, numa celebração da chegada de 2012, essa linda canção composta por Ivan Lins e Vitor Martins, cujo título é NOVO TEMPO, que nos fala da esperança de termos uma vida e um mundo cada vez melhores, com menos injustiças e desigualdades; vejam que bela letra Vitor Martins escreveu para a melodia de Ivan Lins:

NOVO TEMPO 

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança

No mais, tivemos momentos alegres e tristes em 2011; por um lado, a alegria do reencontro, na festa realizada no período de 7 a 9 de outubro deste ano, em comemoração dos 36 anos da nossa formatura; por outro, a tristeza por saber que deixaram o nosso convívio os queridos colegas Sérgio dos Santos no dia 13 de janeiro, João Francisco de Moraes no dia 16 de abril e Hertz Moura de Jesus no dia 23 de dezembro.

Fica a certeza, porém, de que a vida segue em frente, sabedores, todos nós, de que a melhor forma de honrar a lembrança dos que partiram será a celebração permanente da grande amizade que nos une.

Em 2012, iremos comemorar os 37 anos da formatura da XX Turma da Faculdade de Medicina de Sorocaba; gostaríamos de contar com um número cada vez maior de colegas nos nossos encontros que, doravante, se realizarão anualmente; pedimos a todos que se programem para participar desses eventos, que serão inesquecíveis!

Desejamos a todos um ano novo com muita saúde, paz, alegrias e realizações.

Um forte abraço,

XX TURMA - 37 ANOS
Comissão Organizadora


domingo, 25 de dezembro de 2011

HERTZ MOURA DE JESUS - IN MEMORIAM

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extraída da página http://www.rotary4620.org.br/files/informativoMAIO_2010montagem.pdf
As ferramentas informáticas de comunicação de que dispõe a XX Turma da Faculdade de Medicina de Sorocaba (correio eletrônico e blogue) prestam-se à difusão, quase sempre, de notícias que nos alegram e nos incitam ao fortalecimento da nossa eterna amizade e do grande afeto que nos une; algumas vezes, porém, cabe-nos levar a todos algumas informações que nos causam muita, muita tristeza.

E é com grande pesar que cumprimos o doloroso dever de informá-los acerca do falecimento do nosso querido colega Hertz Moura de Jesus, ocorrido na noite do dia 23 de dezembro de 2011, em Votorantim, SP; o seu corpo foi levado para cremação no Memorial Park (Sorocaba, SP) no dia 24 de dezembro de 2011, às 15h30min; Hertz estava com 61 anos e teve três filhos: Hertz Jr., Jefferson e Ana.

Hertz deixa-nos um belo exemplo de luta e obstinação no enfrentamento de dificuldades e, especialmente, de preconceitos; soube superar com sabedoria todas as barreiras colocadas em sua trajetória; foi um verdadeiro vencedor; dotado de um senso de humor inteligente, fino e sutil, encantou a todos aqueles que tiveram o privilégio de compartilhar a sua luminosa presença.

Fará muita falta a todos nós.



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

TECNOLOGIA & CANÇÕES NATALINAS

Jean-Baptiste Craipeau é um jovem músico originário de Pays de la Loire, França, com sólida formação técnica como instrumentista, arranjador e cantor; vale-se, para algumas das suas gravações disponíveis no YouTube, de um interessante recurso tecnológico que consiste na sobreposição de vozes, feita em ambiente caseiro, disso resultando belíssimos números vocais a capella (sem acompanhamento instrumental) em quatro, cinco e seis vozes.

A canção natalina que ele apresenta em seguida é um verdadeiro clássico, cuja versão em inglês é denominada O Come All Ye Faithful (o título original, em latim, é Adeste Fideles, com letra no mesmo idioma), possivelmente composta por John Francis Wade no século XVIII:


A canção seguinte, The Christmas Song, foi composta em 1944 por Mel Tormé (um notável cantor americano cuja carreira teve impulso no pós-guerra) e Bob Wells, tendo sido gravada, pela primeira vez pelo The Nat King Cole Trio em 1946; uma vez mais Craipeau esbanja talento e técnica vocal na construção dessa peça a capella:


Bom divertimento!

Antonio Ozório Leme de Barros


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O NATAL NA CANÇÃO BRASILEIRA

A música urbana brasileira tem agregado, ao seu rico patrimônio artístico, canções natalinas, algumas bem conhecidas, já integradas à cultura popular; valem-se, os seus compositores, de ritmos diversos, com abordagem, em suas letras, de temas que falam à nossa realidade; às vezes tristes, às vezes melancólicas, às vezes bem-humoradas, essas canções dão um contorno de brasilidade à festa e fazem parte da nossa memória afetiva.

A primeira canção aqui reproduzida chama-se O Velhinho e foi composta por Octavio Babo Filho, advogado carioca, primo de Lamartine Babo; a música foi gravada inicialmente por João Dias (cujo timbre de voz lembra bastante o de Francisco Alves); há outras versões dela, nas vozes de cantores como Carlos Galhardo, Simone e Dominguinhos; esta gravação é de 1953 e dela participam João Dias e Edith Falcão:


A canção seguinte, Boas Festas, é uma das pérolas da nossa música popular e foi composta por Assis Valente em 1932; sua primeira gravação ocorreu em dezembro de 1933, na voz de Carlos Galhardo, e teve enorme sucesso; posteriormente, veio a ser registrada por muitos outros intérpretes, entre os quais Roberto Carlos, João Gilberto e Maria Bethânia; a versão aqui reproduzida foi gravada ao vivo por Orlando Silva, possivelmente o melhor cantor com o qual a música popular do Brasil já contou (quando se consideram atributos como timbre, afinação, ritmo, dicção, interpretação e repertório):


Por fim, uma preciosidade composta por um dos gênios da nossa música urbana: trata-se de Véspera de Natal, de Adoniran Barbosa; Adoniran fazia questão de dizer que a pronúncia de "véspera" deveria ser "véspa" porque, no universo social em que a história se desenrola, ninguém falaria essa palavra de um modo tão complicado; era "véspa" e pronto.

A história tragicômica que nos é narrada por Adoniran jamais assume um peso indevido; antes disso, é impossível não se divertir ou não se comover com o esforço do pobre e desastrado Papai Noel que, não obstante a sua miséria (que lhe permite comprar, para a ceia, apenas bala mistura e um pãozinho de mel...), veste a fantasia do Bom Velhinho para agradar a sua prole e cumprir os preceitos da tradição natalina.

A gravação que se segue, do próprio Adoniran, faz parte do seu primeiro LP, lançado em agosto de 1974; além do próprio compositor, gravaram a canção artistas como Os Demônios da Garoa e Mônica Salmaso:


Bom divertimento!

Antonio Ozório Leme de Barros

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

UMA BREVE HISTÓRIA DO PAPAI NOEL

Papai Noel e a Coca-Cola
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Um simpático velhinho vestido com gorro, túnica e calças vermelhas com bordas de peles brancas, a calçar botas, costuma ocupar o centro das atenções durante o período natalino e povoar a imaginação das crianças. Trata-se do Papai Noel, que se encarrega de trazer presentes para as crianças bem-comportadas de todo o mundo na véspera do Natal dos cristãos.

Mas quem é essa figura? Como surgiu e de onde vem a tradição de se lhe atribuir a função de distribuir presentes nessa época do ano?

Em primeiro lugar, cabe observar que o nome brasileiro da personagem, ao que tudo indica, deriva da tradução parcial do seu nome francês, Père Noël: em vez de Papai Natal, como seria de se esperar numa tradução completa da expressão, adotou-se Papai Noel — parte em português, parte em francês —, hoje de uso consagrado no nosso País.

A personagem é uma composição de referências míticas integrada, especialmente, por atributos de um santo cristão — São Nicolau de Mira — e de um deus pagão da mitologia germânica, Odin; dessa divindade vem a referência a Sleipnir, um cavalo voador de oito patas, com o qual Odin podia cobrir grandes distâncias, mito que se relaciona ao trenó do Papai Noel, puxado por nove renas (cujos nomes são Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão, Relâmpago e — a mais famosa delas — Rodolfo, a rena com nariz vermelho e luminoso); reza a tradição ainda que, se as crianças deixassem, próximos à chaminé das suas casas, seus sapatos com comida para o cavalo voador, Odin as recompensaria com presentes e doces, como retribuição pela gentileza.

São Nicolau de Mira
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Odin
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Da figura de São Nicolau de Mira vem uma outra parcela da construção da personagem. Nascido em Patara, sul da Turquia, por volta do ano 250, Nicolau tornou-se bispo da cidade de Mira, situada na mesma região. Ele foi uma figura muito venerada por sua bondade e pela prática constante da caridade, distribuindo dinheiro e bens aos necessitados, sempre de modo discreto, humilde e silencioso (na esteira do preceito de Mateus, 6: 1-4: “Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus./Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão./Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita;/Para que a tua esmola seja dada em segredo; e teu Pai, que vê em segredo, ele mesmo te recompensará publicamente.”).

Uma das lendas que integram a hagiografia de Nicolau faz alusão a um pobre cidadão que não tinha recursos para compor os dotes das suas três filhas, fato que o deixava desesperado por temer que elas, sem possibilidades de se casar, tivessem de se prostituir para sobreviver; Nicolau, ao saber disso, teria lançado, pela chaminé da casa, à noite, três sacos com moedas para os dotes, que vieram a cair dentro das meias das jovens, deixadas sob a chaminé para secarem com o calor do fogo; essa lenda, assim como o mito de Odin, explicaria o hábito de Papai Noel dar presentes, deixando-os dentro de meias ou sapatos colocados próximos às chaminés das casas.

Nicolau faleceu em 6 de dezembro de 342 e foi canonizado pela Igreja Católica sob o nome de São Nicolau de Mira; a sua festa litúrgica ocorre sempre no dia 6 de dezembro; é o protetor das crianças, dos estudantes, dos marinheiros e dos comerciantes e padroeiro da Rússia, da Grécia e da Noruega.

A personagem do bom velhinho, que emerge, já no século XVII, como Father Christmas na mitologia britânica, guarda correspondência com uma figura lendária holandesa conhecida como Sinterklaas (uma simplificação do nome Sint Nicolaas, ou São Nicolau); Sinterklaas foi introduzido no universo mitológico americano por meio dos imigrantes holandeses que povoaram, a partir de 1613, a ilha de Manhattan (hoje um dos bairros da cidade de Nova Iorque), na qual constituíram uma colônia denominada Nova Amsterdã; Sinterklaas, cujo mito veio a ser difundido entre as demais comunidades americanas, passou a ser chamado de Santa Claus, nome que até hoje designa o idoso presenteador.

É interessante observar as transformações pelas quais passou a iconografia do Papai Noel: inicialmente, representado por meio das figuras de São Nicolau de Mira ou do deus Odin, a imagem moderna do Papai Noel surgiu em 1863, desenhado por Thomas Nast, um cartunista americano, que o fez parecer um elfo — já distante da figura do bispo de Mira — em uma ilustração para o semanário Harper’s Weekly.

Santa Claus (desenho de Thomas Nast)
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A imagem criada por Nast se difundiu e foi prevalente até 1931, quando a Coca-Cola — que, desde 1922, utilizava a imagem de Papai Noel para mostrar que a bebida poderia ser consumida em qualquer época do ano, inclusive no inverno — passou a empregar, pelas décadas subsequentes, as ilustrações feitas pelo desenhista publicitário Haddon Sundblom, a mostrar o velhinho com o aspecto que todos conhecemos e que parece ser a sua forma definitiva; é bom lembrar que a cor vermelha da roupa do Papai Noel não foi introduzida pela Coca-Cola, pois já aparecia em diversas outras representações da figura; é evidente, porém, que o vermelho e o branco do traje estão em harmonia com a logomarca da empresa, desenhada com as mesmas cores.
O primeiro desenho do Papai Noel para a Coca-Cola
feito por Haddon Sundblom (1931)
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Papai Noel com o Sprite Boy,
personagem criado por Haddon Sundblom
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Por fim, sugerimos a visita a uma curiosa página do NORAD - North American Aerospace Defense Command, organização militar mantida por forças americanas e canadenses e destinada à proteção do espaço aéreo da América do Norte, que tem rastreado, por mais de cinquenta anos, o vôo do Papai Noel a partir da noite do dia 24 de dezembro, indicando, a cada momento, o paradeiro do velhinho montado no seu trenó; milhares de crianças (e adultos, é bom que se diga) de diferentes partes do mundo acompanham, com prazer, o divertido rastreamento que o NORAD faz do vôo do Papai Noel, empenhado na árdua tarefa de entregar, no prazo, presentes a todos os infantes que ansiosamente os aguardam; o endereço da página, em língua portuguesa, destinada ao rastreamento do vôo do Papai Noel é:


Vejam um dos vídeos produzidos pelo NORAD (a luz vermelha que guia o trenó do Papai Noel é o nariz de Rodolfo, uma das suas renas):


Bom divertimento!
Antonio Ozório Leme de Barros

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

ENCONTRO DE 2011 - 7

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No saguão do hotel no qual a XX Turma da Faculdade de Medicina de Sorocaba comemorou, em 2011, os 36 anos da sua formatura, colegas e familiares aproveitam a oportunidade para colocar a conversa em dia; na imagem, da esquerda para a direita, vemos o nosso estimado companheiro Amaury Proença, a sua amável esposa Sônia e a querida colega Silvia de Barros Nóbrega Dias Pacheco, sempre presentes nos encontros da XX Turma.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

MENSAGEM DE LUIZ ANTONIO BARRETO

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Tivemos a enorme alegria de rever, recentemente, na cidade de Campos do Jordão, SP, o nosso querido colega Luiz Antonio Barreto, que se achava acompanhado de familiares seus; por conta desse encontro, Barreto, que fizera alusão ao desejo de voltar a reunir-se com os companheiros da XX Turma da Faculdade de Medicina de Sorocaba, redigiu uma mensagem dirigida a todos nós e que é transcrita a seguir:
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Caros amigos,

Fiquei muito feliz de encontrar o Ozório no Grande Hotel em Campos do Jordão. Ele tem a importante função de manter unida a Vigésima Turma da PUC-Sorocaba com as suas inserções oportunas.

Mas nem sempre a vida são só flores. A morte do João Francisco, um verdadeiro irmão e colega de república, me surpreendeu.

Quero desejar a todos felicidades e que continuem com sucesso na vida particular e profissional.

Um abraço,

Luiz Antonio Barreto
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Tenha certeza, estimado Barreto, de que é desejo de todos nós, seus companheiros da XX Turma — agradecidos pelas palavras carinhosas e fraternais que nos enviou — que a vida possa trazer, cada vez mais, muita saúde e paz para você e todos os seus.

Lembre-se: queremos ver você e os seus familiares nos nossos próximos encontros!